Questões sobre História Econômica e Economia Contemporânea

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Em relação aos principais planos de estabilização implementados na década de 80 do século XX, julgue o item a seguir.

A estabilização do balanço de pagamentos foi alcançada com os planos de inspiração ortodoxos do início da década em questão.

Considerando a importância dos organismos internacionais para as relações comerciais e econômicas, julgue o próximo item.

O Acordo de Basileia II implementou a exigência de capital dos bancos para fazer frente ao risco operacional.

Considerando a importância dos organismos internacionais para as relações comerciais e econômicas, julgue o próximo item.

O Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio considera dumping a oferta de um produto no comércio exterior em valor inferior ao preço normal praticado na origem.

Em sua obra intitulada A formação espacial brasileira (2014), o geógrafo Ruy Moreira faz uma análise sobre as quatro fases do que ele chama de industrialização de substituição, que ocorreram no Brasil durante o século XX.


Sobre essas fases, é incorreto afirmar:

    A) Entre os anos 1910 e 1930, ocorreu a industrialização substitutiva de bens não duráveis, derivada da dificuldade de exportação e importação, com a ocorrência da Primeira Guerra Mundial.

    B) Entre os anos 1940 e 1950, houve a industrialização para a substituição de importação de bens intermediários, derivada da demanda de infraestrutura, que resultou no implemento de ramos de produção como o aço, o cimento e a energia.

    C) Entre os anos 1960 e 1970, consolidou-se a industrialização para a substituição de importações de bens duráveis. Tal produção foi baseada em pressupostos da acumulação flexível e intenso incremento da robotização.

    D) A partir dos anos 1980, o país passou a conviver com a industrialização substitutiva de insumos industriais agrícolas, devido à rápida modernização do campo, que se integra à indústria e a outros setores econômicos.

Na obra O neoliberalismo: história e implicações (2014), o geógrafo David Harvey analisa as diversas características desse “paradigma” econômico e como o Estado deve se comportar para a implantação desse paradigma.


Segundo esse autor, não é característica do neoliberalismo:

    A) Favorecimento de fortes direitos individuais à propriedade privada.

    B) Ampliação da intervenção do Estado na economia de forma direta e indireta.

    C) Diminuição da cobrança de impostos sobre as rendas mais elevadas.

    D) Apoio à participação de instituições financeiras internacionais no mercado interno.

No que diz respeito à economia brasileira contemporânea,

    A) na década de 1980, o déficit em conta corrente do Balanço de Pagamentos era em grande parte explicado pela evolução dos encargos da dívida externa, provocado pelos elevados juros vigentes no mercado externo, em função da política monetária de Paul Volcker para estabilizar a economia norte-americana.

    B) a contenção da inflação no período do milagre econômico foi possível apenas devido à existência de capacidade ociosa na economia brasileira, permitindo a acomodação dos crescentes salários reais em uma economia em forte processo de acumulação de capital.

    C) o Plano Cruzado fracassou em conter de forma duradoura a inflação, principalmente devido à forte desvalorização cambial efetuada, transmitida aos preços internos.

    D) as reformas liberalizantes do governo Collor incluíam reduzir substancialmente as tarifas de importação e privatizar um amplo número de empresas estatais. Todavia, o governo não logrou extinguir a maioria das barreiras não tarifárias que impunham sérias restrições ao comércio externo, muito embora tenha implementado o maior programa de desestatização até os dias atuais.

    E) na primeira parte da década de 1990, registrou-se a ocorrência de um efeito Tanzi às avessas, segundo o qual as altas taxas de inflação fomentariam o crescimento dos déficits fiscais operacionais do governo brasileiro.

Considerando a teoria do crescimento econômico e a experiência recente do Brasil (2001-2015), é correto afirmar:

    A) O modelo de Romer de crescimento endógeno ilustra bem a trajetória de crescimento brasileiro desde os anos 1980, a qual se baseou em amplos investimentos em pesquisa e desenvolvimento que sustentam nossas taxas de crescimento de longo prazo.

    B) A hipótese de neutralidade da moeda é compatível com uma curva de Phillips vertical, em que expansões fiscais e monetárias, bem como depreciação cambial, são eficazes em elevar o nível de produto agregado.

    C) Segundo o modelo básico de Solow, a baixa taxa de poupança brasileira explicaria o baixo crescimento econômico do país, dada a baixa taxa de crescimento populacional nos últimos 20 anos.

    D) Uma das hipóteses para a redução da participação do setor industrial na economia brasileira nos últimos anos diz respeito à doença holandesa, em que vantagens comparativas em recursos naturais e commodities provocam uma tendência de longo prazo à apreciação cambial, prejudicando a competitividade industrial.

    E) Uma das explicações para o baixo crescimento econômico brasileiro recente é a prática generalizada de rent-seeking no país, segundo a qual a ineficiência do setor privado deve ser compensada por políticas seletivas de subsídios a setores estratégicos para o crescimento econômico.

A partir da estabilização da economia brasileira, em julho de 1994, houve no Brasil melhorias expressivas em diversos indicadores sociais e de equidade, avanços que se intensificaram ao longo da década de 2000. Nesse processo,

    A) o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) evoluiu positivamente de 0,65 a 0,69, entre 2000 e 2010, indicando a quase eliminação da desigualdade regional, do déficit no acesso ao saneamento básico nas regiões mais pobres do país e da melhora decisiva da qualidade do ensino.

    B) a distância entre os mais ricos e os mais pobres aumentou expressivamente ao longo da década. Entre 2001 e 2009, a renda per capita dos 10% mais ricos da população brasileira aumentou 7% ao ano, enquanto a renda dos mais pobres cresceu à taxa de 2%.

    C) o Programa Bolsa Família (PBF), criado em 2004 e focado nas famílias de menor renda, foi uma inovação do Governo Lula que teve expressivo impacto na redução das desigualdades regionais do país. Um dos grandes problemas enfrentados em sua implementação foi o custo orçamentário relativamente alto, atingindo, em 2010, 5% do PIB.

    D) observou-se, entre 2001 e 2009, a ascensão da Nova Classe Média (Classe C), a qual chegou a representar mais de 50% da população total. Este fenômeno decorreu do aumento da massa salarial e do maior acesso aos instrumentos de crédito, facilitado pelo Crédito Consignado e pela aprovação do Cadastro Positivo. A ampliação do crédito popularizou o acesso aos bens duráveis, uma das formas de aferição da redução da desigualdade.

    E) a queda de 0,57 para 0,52 observada no Índice de Gini das pessoas ocupadas entre 2001 e 2009 se deveu mormente à política de valorização real do salário mínimo, ao aumento do emprego formal com carteira assinada, ao incremento da taxa de escolaridade e, por fim, à queda do trabalho infantil.

Em relação à economia brasileira a partir dos anos 1990, é correto se afirmar:

    A) O primeiro mandato do governo Lula abandonou o foco na estabilidade monetária por meio do regime de metas de inflação e, por meio de uma expansionista política fiscal, promoveu a elevação da taxa de crescimento econômico, a qual levou à melhoria dos indicadores sociais no Brasil.

    B) A terceira fase de implantação do Plano Real consistiu na reforma monetária. Em julho de 1994, o cruzeiro real e a URV foram substituídos pelo nova moeda, o real. A taxa de câmbio nominal foi fixada em um real por um dólar, implementandose uma das âncoras nominais da nova moeda, aspecto que gerou críticas ao Plano.

    C) O diagnóstico do Plano Real identificava no descontrole dos gastos públicos a principal causa da inflação brasileira. Mesmo assim, o plano propiciou o aumento da intervenção do Estado, particularmente por meio da criação de agências reguladoras para manter a oferta de bens em alguns setores a preços de mercado eficientes.

    D) Até a crise financeira global de 2008, a década dos anos 2000 observou a expansão das exportações brasileiras de maior conteúdo tecnológico, apoiadas pela melhoria dos termos de troca e pela depreciação da taxa de câmbio real no período.

    E) Durante a primeira década do século XXI, a melhora significativa do preço das commodities, apreciação cambial, maior crescimento do PIB e forte predomínio da absorção doméstica geraram expressivos superávits em conta corrente do balanço de pagamentos.

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