Questões de Serviço Social

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O Serviço Social, enquanto profissão inscrita na divisão sócio técnica do trabalho, sofreu modificações ao longo de sua história. Ao adotar a perspectiva crítica apoia-se

  • A. na vertente teórico-metodológica com inspiração marxista, no entanto, reconhece que a pluralidade sem hegemonia é o melhor caminho para o estabelecimento de um método de compreensão do campo profissional.
  • B. na perspectiva compreensiva que constrói um tipo ideal para análise e leitura da realidade com base numa vertente weberiana e supera totalmente os fundamentos judaico-cristãos.
  • C. no método fenomenológico, que permite ao serviço social compreender a totalidade da luta social a partir da reconstrução das partes e, com isso, reestabelecer um campo de intervenção a partir dos sujeitos concretos.
  • D. no método fenomenológico, que permite ao serviço social compreender a totalidade da luta social a partir da reconstrução das partes e, com isso, reestabelecer um campo de intervenção a partir dos sujeitos concretos.
  • E. na vertente teórico-metodológica com inspiração marxista e define seu compromisso com as demandas das classes subalternas, expressas em suas mobilizações.

A cidadania, no contexto contemporâneo, configura-se como:

  • A. dependência única da vontade de seus sujeitos e avanço da formalização das leis que se reportam aos direitos sociais.
  • B. transformação da vida social, considerando as contradições sociais da sociedade moderna.
  • C. conquista da liberdade como forma de regime político que, no seu limite, transcende da democracia para o anarquismo.
  • D. modalidade de regime político que reconhece o direito de poucos, sobretudo daqueles que se inserem no mercado de trabalho.
  • E. aplicação dos valores liberais, não se constituindo como pauta do trabalho e de seu significado na vida social.

No mundo do trabalho, a partir da reestruturação produtiva,

  • A. o trabalhador deixa de ser considerado como polivalente.
  • B. o trabalhador deixa de ser considerado como polivalente.
  • C. acentuam-se a flexibilização, precarização, fragmentação e terceirização das forças produtivas.
  • D. ocorre maior valorização do trabalho intelectual do que o material, dividindo quem pensa de quem executa.
  • E. observa-se alteração dos fundamentos da relação capital trabalho com a diminuição da exploração capitalista.

Segundo Pochmann, as relações de trabalho sofrem alterações no começo do século XX sustentadas em:

  • A. diminuição das atividades do setor terciário, sobretudo porque o setor de serviços utiliza-se de mecanismos que dispensam o trabalho presencial.
  • B. forte vínculo da mão de obra com o setor agrícola que, pela mecanização, ampliou o leque de profissões.
  • C. regularização do direito de trabalho diferenciado para as mulheres, impondo salários iguais entre homens e mulheres que desenvolvem as mesmas funções.
  • D. adoção de novas tecnologias, porém isso não abriu a perspectiva da intensificação do trabalho e da garantia de enormes ganhos de produtividade.
  • E. jornadas de trabalho de até oito horas diárias; regulação do trabalho do adolescente; conquista do benefício da aposentadoria a partir de 30-35 anos de trabalho.

O exercício profissional do Assistente Social pode ser qualificado e adquirir competência na medida em que, no seu cotidiano, tenha como perspectiva

  • A. desvestir-se dos projetos profissionais em torno da construção de um campo puramente interdisciplinar.
  • B. desconstruir a leitura da compreensão da sociedade de classes e da questão social como eixos fundantes para a profissão.
  • C. reiterar o instituído, mantendo-se circunscrito ao seu relato e à elaboração de manuais prescritos voltados ao como fazer.
  • D. impulsionar o protagonismo político dos sujeitos na articulação e defesa de suas necessidades e interesses coletivos na cena pública.
  • E. valorizar as rotinas institucionais, considerando que os movimentos da realidade não são passíveis de serem apropriados pelo profissional.

O Assistente Social atua no âmbito sócio-institucional das políticas sociais. Ao tratar do exercício profissional, competência e habilidades nesse campo, Vera Maria Ribeiro Nogueira contextualiza o avanço do modelo neoliberal. Diante disso, ela afirma que há necessidade dos Assistentes Sociais se posicionarem

  • A. de forma a negar a ruptura com o conservadorismo e firmar o compromisso com a justiça social, com os direitos humanos e com a democracia, pois tais pressupostos figuram no âmbito da luta política mais ampla e não se restringem ao campo profissional.
  • B. pela ação conformista e alienadora individual, evidenciando a legitimidade da atual postura ético-política aceita e praticada pela categoria profissional, no entanto, ela defende a necessidade dos trabalhadores de serviço social se organizarem por meio de produção.
  • C. valorizando a dimensão política de contestação a uma ordem hegemônica perversa, viabilizando ações criativas na linha de sedimentar forças políticas, a partir do reconhecimento do quadro de necessidades sociais que deixam de ser atendidas em nome de prioridades econômicas excludentes.
  • D. reconhecendo que o projeto neoliberal não traz grandes transformações, no campo social, que incidam no cotidiano dos Assistentes Sociais. Portanto, torna-se imperioso que haja aprofundamento desse debate no campo do ensino e pesquisa.
  • E. a favor de que as análises macroscópicas do fenômeno neoliberal não refletem a realidade cotidiana dos Assistentes Sociais, que, em sua maioria, reconhecem a ampliação dos direitos sociais como consequência da concessão do Estado.

Na coordenação de um projeto social, durante o processo de avaliação, o Assistente Social deve

  • A. atentar-se para os fatos que compõem a realidade, entendendo-a fora do contexto dialético, pois este conceito reconhece apenas a leitura das políticas sociais e não atinge seu campo de efetividade.
  • B. considerar as dimensões: histórica, econômica, política e social integradas e articuladas, compondo uma totalidade. Além das provisões, gestão e articulação com os direitos afiançados.
  • C. compreender cada parte do projeto como explicativa em si mesma. Isolar e entender que cada ponto da proposta permite uma leitura aprofundada. Essa análise deve ser o máximo possível composta da neutralidade do avaliador.
  • D. fazer um estudo privilegiando apenas a perspectiva das demandas e necessidades, pois essas respondem de forma específica à linha de avaliação, além de permitir identificar o objetivo com mais clareza.
  • E. considerar como indicador mais fundamental o orçamento e os gastos, pois, a partir destes, se pode avaliar a extensão e o cumprimento das metas estabelecidas e, ainda, identificar a direção da ação.

No campo sociojurídico, assim como em outras áreas de intervenção, o Assistente Social, ao atender indivíduos e famílias, faz uso do estudo social, que tem por finalidade

  • A. avaliar a situação socioeconômica dos destinatários dos serviços de plantão social para a concessão ou não de benefícios socioassistenciais. Na área sociojurídica as demandas estão alocadas principalmente no Benefício de Prestação Continuada.
  • B. construir, em conjunto com os profissionais da equipe, a história de vida do usuário que está em atendimento, partindo sempre da visão dos demais Assistentes Sociais que já atenderam esse cidadão.
  • C. estabelecer um elo entre a família atendida e o profissional, sendo considerado um instrumento fundamental para o estudo de caso. Todo estudo social deve conter dados referentes à situação socioeconômica de cada um dos membros da família, considerando família aquela formalmente constituída.
  • D. conhecer e analisar a realidade social pautada numa linha explicativa que permita a compreensão crítica das expressões da questão social, sobretudo seus aspectos econômicos, sociais, políticos e culturais, além de considerar as desproteções sociais e violações de direitos.
  • E. conhecer a história de vida e das condições reais que compõem o cotidiano do indivíduo que está em atendimento, no entanto essa atividade deve ser realizada apenas a partir do quinto encontro, ou seja depois que os vínculos já foram estabelecidos.

Os Assistentes Sociais devem conduzir sua prática profissional por um código de ética. Para Lúcia Barroco, a conduta ética do Assistente Social, considerando os limites da sociedade burguesa, se objetiva por meio

I. de um conjunto de valores que se estabelece pela égide moral e religiosa na medida em que ao longo da história nunca foi possível se desvestir dos preceitos religiosos, incidindo nos compromissos com o bem comum e com os direitos sociais. Nesse caso, o bem comum está concebido pelo pensamento hegemônico.

II. de ações conscientes e críticas, do alargamento do espaço profissional, quando ele é politizado − o que implica o compartilhamento coletivo com outros profissionais e o apoio das entidades e dos movimentos sociais organizados. Isso torna possível uma ação ético-política articulada ao projeto coletivo, adquirindo maiores possibilidades de respaldo nos momentos de enfrentamento e de resistência.

III. da categoria histórica e social que, em relação às formas diferenciadas de cultura e princípios valorativos, respondem à ação ético-política da classe dominante com determinações que se integram no âmbito intencional subjetivo, sobretudo porque permitem a construção de um arcabouço temporal de valoração.

Está correto o que se afirma em

  • A. I e II, apenas.
  • B. II, apenas.
  • C. I e III, apenas.
  • D. III, apenas.
  • E. I, II e III.

O trabalho do Assistente Social se realiza no âmbito das instituições que estão envoltas num desenho burocrático e, muitas vezes, acabam por definir um campo de tensionamento. Segundo Berenice Couto, cabe ao profissional

  • A. desenvolver projetos e práticas profissionais cujas soluções se mantenham circunscritas nos requisitos da instituição e, em caso de necessidade, reinterpretando as demandas da população para que se ajustem sempre às ofertas da instituição.
  • B. reproduzir o projeto institucional, na medida em que os desenhos institucionais sempre se pautam pelo saber científico definido a cada membro da equipe multiprofissional, constituindo um campo de atuação que respeita seu saber técnico- científico.
  • C. conhecer com profundidade os posicionamentos éticos da instituição e cumpri-los, mesmo que estes estejam em dissonância com o código de ética profissional, pois nesse campo de tensionamento a estrutura burocrática tem prevalência.
  • D. estabelecer um campo de ação e projetos que sejam pontos de agregação da população demandatária. O profissional deve pautar-se e se posicionar claramente sobre como pretende atender às demandas e como a população pode exercer o controle do trabalho a ser executado.
  • E. conhecer os projetos interventivos de outros profissionais e estabelecer um campo de forças e de disputa, pois a estrutura burocrática se representa por sua dominação e disciplina, que emergem nas instituições tidas como garantidoras de direitos sociais. Nesses casos não existem escolhas estratégicas.
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