Questões de História

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Com referência ao texto precedente, é correto afirmar que, no que concerne à teoria do ensino e da aprendizagem de história, Jörn Rüsen

  • A. orienta o ensino e a aprendizagem de história por metas políticas, tais como a disseminação dos valores da cidadania.
  • B. defende uma posição antinarrativista nos âmbitos da teoria e da didática da história.
  • C. confere caráter pluralista ao aprendizado histórico, ao considerar suas múltiplas formas e diferentes componentes.
  • D. pressupõe a incomunicabilidade entre teoria da historiografia e teoria da aprendizagem histórica.
  • E. desarticula o aprendizado de história da pesquisa histórica, orientada por componentes cognitivos ausentes nesse aprendizado.

A partir do texto apresentado, assinale a opção correta, com relação à dinâmica historiográfica do século XX e seu impacto no ensino de história.

  • A. Na Itália, a chamada micro-história, iniciada por Carlo Ginzburg e Giovanni Levi, caracterizou-se pela rejeição à narrativa e pela aversão à investigação de estruturas sociais e culturais, expressando-se na didática de história por meio da metodologia da história oral.
  • B. Para Bloch, a tradição historiográfica deve ser substituída pela análise sociológica, fato que se reflete na inserção nos currículos escolares da disciplina sociologia.
  • C. Depreende-se do texto precedente que o uso das tecnologias de informação no ensino de história deturpa o pensamento de Bloch, uma vez que o historiador defende a ideia de que a legitimidade do conhecimento histórico está no exame de acontecimentos do passado e na negação da história do presente.
  • D. No texto, o tema história, “uma ciência na infância”, vista como “empreendimento racional de análise” e objeto de conhecimento, denota uma crítica à tradição da historiografia política e à predileção dessa forma de abordagem histórica por procedimentos narrativos de representação.
  • E. A renovação desencadeada na França pela denominada Escola dos Annales não exerceu influência significativa sobre a didática e a tradição historiográfica brasileira do século XX, de caráter preponderantemente marxista.

Considerando o excerto precedente, assinale a opção correta com relação às concepções do pensamento histórico e à sua influência no ensino de história.

  • A. A preferência pela história política na historiografia europeia do século XIX marcou o ensino de história e obliterou outras formas de investigação histórica, como a história cultural, da qual não há registros expressivos no período.
  • B. Lucien Febvre e Fernand Braudel, dois dos mais importantes expoentes da tradição da história política na França do século XIX, rejeitaram a metodologia da história oral, largamente utilizada, atualmente, na pesquisa acadêmica e nas salas de aula.
  • C. O século XIX foi marcado por inúmeras manifestações de historiografia engajada, em que o conhecimento histórico se associou a ideais e lutas políticas, tendo sido, não raramente, instrumentalizado em função desses ideais.
  • D. Tal como Leopold von Ranke, a grande maioria dos historiadores oitocentistas desenvolveu concepções estritamente cientificistas a respeito da didática e da prática historiográfica, marcada por uma separação rígida entre a história e o domínio da criação estético-literária.
  • E. As técnicas de crítica documental, frequentemente associadas à expressão “método histórico” e desenvolvidas pelo alemão Ranke, têm sido amplamente utilizadas no ensino de história.

No ensino de história, o uso do método da história oral como recurso pedagógico

  • A. parte da memória de sujeitos e de perguntas presentes no cotidiano dos alunos para a reconstituição do passado.
  • B. amplia a subjetividade histórica e impede que os alunos se percebam como sujeitos inseridos no processo histórico.
  • C. prejudica o ensino da história, uma vez que, sem o apoio de documentos oficiais, a reconstituição histórica é impossível.
  • D. deturpa a verdade histórica, uma vez que a memória é seletiva.
  • E. exige métodos e técnicas de pesquisa sofisticados, fora do alcance dos alunos.

O texto descreve duas formas de organização do estado e sua forma de legitimação pelos governados. Esses sistemas de organização são, respectivamente,

  • A. a democracia e as monarquias hereditárias.
  • B. os governos aristocráticos e os estados teocráticos.
  • C. os estados teocráticos e os governos aristocráticos.
  • D. os estados teocráticos e as monarquias hereditárias.
  • E. as monarquias hereditárias e os governos aristocráticos.

Considerando o texto 15A2EEE, julgue os itens a seguir, a respeito das abordagens relacionadas às temáticas sobre diversidade, gênero, sexualidade e direitos humanos nas salas de aula.

Homens e mulheres têm sido retratados em condição de igualdade na abordagem do ensino de história, não sendo necessário um recorte que revele as assimetrias e os sistemas de opressão construídos na história do Brasil pela perspectiva de gênero, mas apenas pela perspectiva social.

  • C. Certo
  • E. Errado

Considerando o texto 15A2EEE, julgue os itens a seguir, a respeito das abordagens relacionadas às temáticas sobre diversidade, gênero, sexualidade e direitos humanos nas salas de aula.

Os livros didáticos de história incorporaram nas últimas décadas temáticas que envolvem mulheres e relações de gênero, apresentando a história das mulheres como um dos eixos centrais das narrativas históricas, desconstruindo os papéis normativos e inscrevendo as mulheres como grandes protagonistas da história.

  • C. Certo
  • E. Errado

A Região Metropolitana de Natal foi instituída em 16/01/1997, originalmente, composta por seis municípios. Posteriormente, alterações se deram em sua composição, e outros municípios foram incluídos. Na atualidade, os quatorze municípios, que integram a Região Metropolitana de Natal, são:

  • A. Arês, Ceará-Mirim, Extremoz, Goianinha, Ielmo Marinho, Macaíba, Maxaranguape, Monte Alegre, Natal, Nísia Floresta, Nova Cruz, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, São José do Mipibu.
  • B. Arês, Ceará-Mirim, Extremoz, Goianinha, Ielmo Marinho, Macaíba, Maxaranguape, Monte Alegre, Natal, Nísia Floresta, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, São José do Mipibu, Vera Cruz.
  • C. Arês, Ceará-Mirim, Extremoz, Goianinha, Ielmo Marinho, Macaíba, Monte Alegre, Natal, Nísia Floresta, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, São José do Mipibu, Touros, Vera Cruz.
  • D. Arês, Bom Jesus, Ceará-Mirim, Extremoz, Goianinha, Ielmo Marinho, Macaíba, Monte Alegre, Natal, Nísia Floresta, Nova Cruz, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, São José do Mipibu.

No Brasil, durante a década de 1970, quando o poder estava sob o comando dos militares, o quadro político do Rio Grande do Norte foi marcado pela chamada “Paz Pública”, que significou

  • A. a aproximação de Tarcísio Maia com a oposição no Estado, fazendo aliança com Aluízio Alves, que estava com os direitos políticos suspensos, mas muito atuante nos bastidores da política.
  • B. a convergência dos interesses da ARENA, partido que dava sustentação política aos militares, e do MDB, partido da oposição, na indicação de Cortez Pereira para o governo do Estado.
  • C. a aglutinação política dos partidários da ARENA/Dinarte Mariz e MDB/Aluízio Alves, conseguida pelo governador Cortez Pereira, a partir dos seus projetos desenvolvimentistas para o estado.
  • D. a construção de um consenso entre as lideranças arenistas no Estado, uma vez anulada a atuação de Aluízio Alves, que teve seus direitos políticos cassados nessa época.

Quando se analisam as relações entre o poder central (imperial) e o poder local (provincial) durante o período regencial, observa-se que, no Rio Grande do Norte, esse período foi caracterizado pela

  • A. integração entre o poder central e os políticos da província, sobretudo no espaço das Câmaras Municipais, tradicional reduto dos potentados locais.
  • B. indicação de presidentes para a província ligados às facções políticas norte-riograndenses, facilitando as relações entre o poder imperial e as elites locais.
  • C. nomeação de políticos de fora para a presidência da província, como estratégia do poder central para assegurar a manutenção da defesa dos interesses do Rio de Janeiro.
  • D. valorização da Guarda Nacional, que se tornou o principal espaço de integração entre o poder imperial, os presidentes da província e a elite local, a qual compunha esse corpo militar.
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