Questões sobre Teorias da Comunicação e Estudos Comunicacionais

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Há tamanha pletora de fatos no cotidiano que sem o processo organizativo do trabalho jornalístico não haveria a possibilidade de se produzir a notícia. Essa formulação sintetiza a teoria

  • A. hipodérmica.
  • B. do espelho.
  • C. do newsmaking.
  • D. da persuasão.
  • E. funcionalista.

Algumas das teorias mais recentes sobre o papel da Comunicação e da Cultura na contemporaneidade estão diretamente ligadas às ideias de pensadores latino-americanos como Néstor García-Canclini e Guillermo Orozco. Dentre as alternativas abaixo, escolha aquela cujo enunciado sintetiza o pensamento latino-americano sobre a Comunicação.

  • A. Os meios de comunicação de massa, por serem fundamentais como Aparelhos Ideológicos de Estado (conforme proposto pelo italiano Antonio Gramsci), acabam por limitar a capacidade de escolha dos indivíduos.
  • B. A noção de recepção é percebida como um processo ativo e que pode ser analisado também à luz dos processos designados pelo espanhol Jesús Martín-Barbero como “mediações”.
  • C. Os meios de comunicação e de entretenimento produzem um simulacro da realidade, conforme denuncia o francês Jean Baudrillard, criando a ilusão de uma atividade crítica por parte da recepção.
  • D. As mensagens midiáticas emitidas devem ser analisadas pelo pesquisador em Comunicação, com base na semiologia do suiço Ferdinand de Saussure e na semiótica do norte-americano Charles Peirce.

Em seu livro Jornalismo Econômico (1996), o jornalista e professor Bernardo Kucinski afirma que as agências de notícias “sempre foram o veículo principal de disseminação da informação econômica em escala mundial” e, mais adiante, que “a história das grandes agências coincide com a própria história dos impérios econômicos”. Tais passagens da obra de Kucinski nos levam a considerar que existe uma

  • A. tendencial padronização político-ideológica no noticiário econômico de grandes agências de notícias, como Reuters, United Press (UP) e Associated Press (AP).
  • B. ampla liberdade de informação econômica, uma vez que a maioria dos jornais brasileiros têm contratos com várias agências de notícias ao mesmo tempo, como Tass e EFE.
  • C. forte discriminação negativa das agências noticiosas em relação a instituições financeiras sérias, como BM&FBOVESPA, NYSE e NASDAQ.
  • D. forte discriminação negativa das agências noticiosas em relação a instituições financeiras sérias, como BM&FBOVESPA, NYSE e NASDAQ.

Vários autores, como Antônio Fausto Neto e Eliseo Verón, apontam para a existência de um fenômeno recente na história da humanidade, chamado “midiatização da sociedade”. Tal fenômeno é caracterizado

  • A. pelo impacto do advento da invenção da imprensa por Johann Gutenberg.
  • B. pelo crescimento exponencial da população mundial ao longo do século XX.
  • C. pela expansão da cultura de massa no período do pós-II Guerra Mundial.
  • D. pelo acesso crescente dos indivíduos às tecnologias de informação.

No campo do jornalismo, a expressão “pirâmide deitada” implica

  • A. que o trabalho jornalístico se tornou mais fácil, pois o repórter passa muito tempo à frente do computador coletando dados, o que gera a figura contemporânea do “jornalista sentado”.
  • B. que existe um novo jargão do campo jornalístico, que é equivalente a “acidente improvável”, como a queda de um avião logo ao levantar voo, por exemplo.
  • C. que o texto jornalístico deve buscar oferecer links, recursos digitais, infografias e matérias relacionadas ao assunto para o leitor poder se aprofundar.
  • D. que a expressão “pirâmide invertida” se tornou obsoleta nos meios jornalísticos de modo geral e independentemente do tipo de veículo ao qual nos referimos.

Um debate que vem se acirrando nos últimos tempos, também no campo do Jornalismo, é o referente à noção de “pós-verdade”, ou seja, ao fato de que determinados acontecimentos deliberadamente falsos são disseminados como sendo verdadeiros, reforçando as opiniões daqueles que neles creem. Um exemplo disso encontramos no livro Adeus à Verdade (2009), no qual o filósofo italiano Gianni Vattimo lembra que a guerra ao Iraque (2002-2003) foi pautada em uma mentira divulgada por George Bush (então presidente dos Estados Unidos) e Tony Blair (então primeiro-ministro britânico): a de que Saddam Hussein (então presidente do Iraque) possuiria armas de destruição em massa em seu poder (o que não foi confirmado). A partir de tudo isso, é correto afirmar que

  • A. a Internet, paradoxalmente, é tanto o espaço no qual as “pós-verdades” mais circulam quanto o espaço no qual o jornalista pode tentar melhor se informar sobre a veracidade delas.
  • B. os meios de comunicação devem repensar várias de suas rotinas produtivas, deixando de dar espaço para as notícias políticas, já que todas elas tendem contemporaneamente a ser “pós-verdades”.
  • C. o atual jornalista deve se tornar cada vez mais independente, trabalhando sozinho e sem fontes e auxiliares, para uma melhor e mais apurada checagem das informações que chegam até ele.
  • D. as assessorias de comunicação podem se beneficiar diretamente do expediente da “pós-verdade”, desde que isso implique a satisfação ética do(s) seu(s) assessorado(

Uma tendência do jornalismo contemporâneo é a preparação de conteúdos buscando a feitura de publicações multiplataforma. Atente ao que se diz a esse respeito:

I. É importante que os conteúdos jornalísticos produzidos se adequem a vários suportes.

II. Essas possibilidades caracterizam a chamada terceira geração do jornalismo na Internet.

III. A multimidialidade, pensada como combinação de linguagens, surge com a Internet.

IV. É secundária uma maior preocupação com o projeto gráfico de um produto multimídia.

Está correto o que se afirma somente em

  • A. I e II.
  • B. II e III.
  • C. III e IV.
  • D. I e IV.

Um conceito clássico em Sociologia é o de “profecia autorrealizável” (self-fulfiling prophecy), proposto por Robert K. Merton em fins dos anos 1940. Segundo ele, uma profecia autorrealizável é uma definição falsa de uma situação que suscita um novo comportamento, o qual faz com que a concepção originariamente falsa se torne posteriormente verdadeira. Em suma: algo é falso ou improvável, mas determinadas ações humanas fazem com que isso se torne possível e, consequentemente, realizável, portanto, “verdadeiro”. Por vezes, na área do jornalismo econômico, pode ocorrer tal situação. É o que ocorre quando, na imprensa, saem os seguintes tipos de informação:

I. especulação sobre a falta de uma determinada commoditie no mercado;

II. anúncio de um novo pacote econômico do governo federal;

III. troca do presidente do Banco Central no meio de um mandato;

IV. notícia de que um banco pode falir em algumas semanas.

Estão corretas somente as complementações contidas em

  • A. I e II.
  • B. II e III.
  • C. III e IV.
  • D. I e IV.

No livro Jornalismo de TV (2010), as autoras Luciana Bistane e Luciane Bacellar afirmam que, na TV, a reportagem não precisa ter início com o lide, pois ele está na “cabeça”. Dentro do jargão telejornalístico, dizer que o lide está na “cabeça” significa dizer que o lide está

  • A. espalhado pela reportagem.
  • B. no meio da reportagem.
  • C. no fim da reportagem.
  • D. no texto do apresentador.

O jornalista Nilson Lage, no livro Controle da Opinião Pública: um ensaio sobre a verdade conveniente (1988), analisa os efeitos sociais dos meios de comunicação de massa sobre os indivíduos. Na obra, ele menciona o papel fundamental da Escola de Frankfurt – e dos respectivos estudos acerca da indústria cultural – para a compreensão dos paralelismos entre comunicação e sociedade, cultura e as respectivas representações sociais. Surgida nas duas primeiras décadas do século passado, na Alemanha, a Escola de Frankfurt notabilizou-se por analisar os efeitos que os meios de comunicação de massa tiveram sobre as sociedades europeias da época e mesmo o mundo na primeira metade do século 20, embora os ecos desses efeitos perdurem e sejam perpetuados ainda hoje.

Considerando essas informações, no que se refere à indústria cultural, assinale a alternativa correta.

  • A. Seu conceito se presta a uma análise de como uma sociedade gera e proporciona a massificação do indivíduo pela mídia. A partir desses estudos, os sociólogos Theodor Adorno e Max Horkheimer comprovaram que regimes como o fascismo e o nazismo não teriam tanto alcance caso não tivessem se beneficiado dos conceitos relativos à manipulação da informação e à comunicação de massa. Para tais teóricos, a cultura constitui a ferramenta que cria e perpetua formas de controle da sociedade: é ela quem promove necessidades não existentes e propicia o advento de uma sociedade consumista e infensa a suprir as carências reais de seus indivíduos.
  • B. Os meios de comunicação têm uma influência primordial em como os indivíduos se veem e enxergam os fatos que os rodeiam, mas a mídia necessita de um princípio autorregulador, embora seja nada mais do que o puro reflexo de uma sociedade. A partir dessa compreensão, os teóricos Leo Löwenthal e Ernst Bloch concluíram que a indústria cultural é apenas uma maneira com que tal princípio autorregulador se apresenta, mas que foi confundido com censura e uma forma de mascarar a realidade de uma sociedade exposta aos meios de comunicação.
  • C. O princípio basilar de compreensão da indústria cultural sedimenta-se na própria procura de entender e suprir as carências da sociedade, considerando o bem-estar do indivíduo como o objetivo primeiro de sua existência. Todavia, segundo Herbert Marcuse e Martin Heidegger, o conceito da indústria cultural foi mal-compreendido e utilizado com fins totalitários, embora na própria essência esteja o embrião de uma sociedade ideal, até utópica.
  • D. A compreensão de seu conceito decorre do entendimento de que a comunicação de massa só existe porque as carências individuais exigem os meios para a remediação delas. Partindo dessa constatação, Erich Fromm e Jürgen Habermas definem que a indústria cultural pode ser (ou não) uma ferramenta a serviço ou a desserviço da sociedade, a depender de como é apreendida por governos e governantes, que podem se apropriar da máquina pública como bem entenderem. Para tais teóricos, só o controle social realizado pelo Estado pode servir de efetivo meio de coibir tais abusos.
  • E. Ela surgiu no advento do fordismo e da produção em massa de bens para consumo na sociedade industrial. Para Martin Heidegger e Erich Fromm, a acepção máxima da indústria cultural se daria no apogeu de uma sociedade em que não houvesse pobreza nem iniquidades, mas cujo conceito essencial se perdeu no desenrolar do capitalismo e de uma sociedade de mercado, como bem previa Adam Smith, na famosa obra A Riqueza das Nações (1776).
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